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O potencial terapêutico do ato criativo



Muito além de produzir algo bonito, criar é uma forma de dar expressão ao que muitas vezes não encontra em palavras. Na Arteterapia, o ato criativo é compreendido como uma ponte entre o consciente e o inconsciente, permitindo que: emoções, conflitos, memórias e símbolos encontrem um caminho para se manifestar.


A Psicologia Junguiana entende que a psique possui uma função criativa natural. Quando desenhamos, pintamos, modelamos ou utilizamos qualquer recurso expressivo, não estamos apenas fazendo arte: estamos estabelecendo um diálogo com aspectos profundos de nós mesmos, bonito, né?


A Arteterapia nos convida a desacelerar, entrar em contato com imagens internas e permitir que elas ganhem forma. Muitas vezes, aquilo que a mente racional não consegue compreender, as mãos conseguem expressar. Como dizia Jung, existem enigmas que o intelecto luta para entender, mas que podem ser revelados através da criação.


Criar é transformar matéria, mas também transformar a si mesmo. É abrir espaço para que novas percepções surjam, para acolher dores, ressignificar experiências e ampliar o olhar sobre a própria vida. Talvez por isso a criatividade não seja um privilégio de artistas, mas uma capacidade humana fundamental. Afinal, assim como viver, criar também é um processo de constante construção e descoberta.


Quando damos forma ao que sentimos, algo dentro de nós também encontra uma nova forma de existir.

 
 
 

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Psicóloga Luiza Monteiro/ whatsapp (51) 992036765

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