O potencial terapêutico do ato criativo
- luizahmonteiropsi
- 3 de jun.
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Muito além de produzir algo bonito, criar é uma forma de dar expressão ao que muitas vezes não encontra em palavras. Na Arteterapia, o ato criativo é compreendido como uma ponte entre o consciente e o inconsciente, permitindo que: emoções, conflitos, memórias e símbolos encontrem um caminho para se manifestar.
A Psicologia Junguiana entende que a psique possui uma função criativa natural. Quando desenhamos, pintamos, modelamos ou utilizamos qualquer recurso expressivo, não estamos apenas fazendo arte: estamos estabelecendo um diálogo com aspectos profundos de nós mesmos, bonito, né?
A Arteterapia nos convida a desacelerar, entrar em contato com imagens internas e permitir que elas ganhem forma. Muitas vezes, aquilo que a mente racional não consegue compreender, as mãos conseguem expressar. Como dizia Jung, existem enigmas que o intelecto luta para entender, mas que podem ser revelados através da criação.
Criar é transformar matéria, mas também transformar a si mesmo. É abrir espaço para que novas percepções surjam, para acolher dores, ressignificar experiências e ampliar o olhar sobre a própria vida. Talvez por isso a criatividade não seja um privilégio de artistas, mas uma capacidade humana fundamental. Afinal, assim como viver, criar também é um processo de constante construção e descoberta.
Quando damos forma ao que sentimos, algo dentro de nós também encontra uma nova forma de existir.



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