Meu encontro com a Arteterapia
- luizahmonteiropsi
- 3 de jun.
- 2 min de leitura
Atualizado: há 2 dias
Em agosto de 2025, viajei para São Paulo para participar de uma jornada imersiva de Arteterapia a partir de imagens oníricas e representações simbólicas, conduzida pela minha supervisora, Ana Paula Maluf. Foram dois dias de profunda entrega, aprendizado e transformação.
Ao longo dessa experiência, fui convidada a fazer algo que, muitas vezes, esquecemos na correria da vida: sentir, mergulhar e sonhar. Permiti-me entrar em contato com imagens internas, símbolos e emoções que ultrapassavam os limites das palavras. E foi nesse encontro que algo muito importante aconteceu: compreendi que a Arteterapia também seria parte do meu caminho profissional.
A vivência em grupo revelou algo que Jung descreveu com tanta profundidade: embora cada sonho seja único, muitas vezes sonhamos temas semelhantes, compartilhamos símbolos e atravessamos questões que nos conectam uns aos outros. Nesses momentos, torna-se possível perceber o inconsciente coletivo vivo e pulsante, manifestando-se por meio das imagens, das emoções e das histórias que emergem.
Desde então, a Arteterapia deixou de ser apenas um campo de estudo para se tornar uma forma de estar no mundo e de acompanhar pessoas em seus processos de autoconhecimento. Afinal, há experiências da alma que não podem ser explicadas apenas pela razão; elas precisam ser vividas, sentidas e expressas.
E talvez nenhum texto traduza isso tão bem quanto as palavras de Jung:
"A arte de saber interpretar sonhos não se aprende nos livros. Métodos e regras são bons quando a gente consegue se virar também sem eles. Um verdadeiro saber só o tem quem sabe, e bom senso só o tem o sensato. Quem não se conhece a si mesmo não pode conhecer o outro. E em cada um de nós existe também um outro que nós não conhecemos."
— Carl Gustav Jung, Civilização em Transição (2012, vol. 10/5, p. 525)















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