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A borboleta amarela na janela



Era uma segunda-feira de manhã. Entrei no escritório como em tantos outros dias: apressada para começar, ver e-mails e reler relatórios. Quando me sentei, algo interrompeu o automático.

Uma pequena borboleta amarela tentava sair pela janela.

Fiquei observando: moro no 6º andar, sem quintal por perto, e raramente abro a janela do escritório por causa do barulho. Então me perguntei: como uma borboleta chegou até aqui?


A vida conversa com a gente nos pequenos detalhes, nos encontros improváveis, nas pausas que não planejamos e no cotidiano, ela esta lá. Para Jung, existem acontecimentos carregados de significado que despertam algo dentro de nós: a sincronicidade, essa conversa sutil entre a alma e a consciência.


A borboleta insistia em tentar sair. Batia repetidas vezes contra o vidro, tentando encontrar uma saída. E, de repente, percebi que não era só ela.

Quantas vezes também insisti em um caminho sem parar para olhar a situação por outro ângulo? Quantas vezes segui tentando sem me permitir espaço?

Abri a janela e continuei observando.

Por um instante, ela parou. Afastou-se um pouco e tentou novamente. Dessa vez, encontrou o caminho. Saiu voando mundo a fora.


Foi então que entendi: às vezes não é insistindo sem parar que seguimos em frente. Às vezes, é justamente quando damos espaço, tempo ao tempo, quando respiramos e olhamos com carinho ao redor que conseguimos ir mais longe.


Aquela pequena borboleta amarela na janela me lembrou de algo simples e profundo:

a vida pede tempo e conversa com a gente o tempo todo!


 
 
 

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Psicóloga Luiza Monteiro/ whatsapp (51) 992036765

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